quinta-feira, 30 de setembro de 2010

a.Mar Meu

...Sou uma rosa caótica, Rosa Vermelha, amor paixão, morte, nascimento, esperança, inocência. Uma flor delicada cultivada com carinho e afeto, tenho espinhos e enigmas, possuo amor e sou amada. Ele disse que eu significava uma rosa vermelha no mar de trevas dele.  Fiquei sem palavras quando soube da minha importância ao mar, ao mar de trevas, por isso me pediu que pensasse sobre isso e que eu enxergaria o significado dele quando estivéssemos longe, um do outro. Propus-me a pensar assim que a distância fez-se presente em nossas vidas e logo a conclusão mais evidente me perseguiu. A resposta mais sensata foi dita por ele mesmo. Ele é o meu mar, silencioso ao mesmo tempo impetuoso, tranquilo e enfurecido, que apaixonado entregava as conchas mais belas. O ‘mar’ falando da ‘rosa’, e a ‘rosa’ falando do ‘mar’.  Mas insisti em me questionar, o mar, porém faz-me tão bem, ele é mar sem trevas, sem escuridão na amplitude e plenitude, mansidão de dias quentes. Basta então parar e observar nossa ligação. Ambos agimos involuntariamente, somos atores de instintos e fenômenos. Donos de nada e do coração um do outro.  Mar que abrange meu ser me fez entender que sou Flor, Rosa Morena teu amor...

Um comentário:

x-jaquelineworld disse...

your heart is broken ://